Ao estudarmos as Escrituras permitindo que elas transmitam a simplicidade de sua mensagem, livres de conceitos e dogmas enraizados em crenças populares, mesmo que cristãs, surpreendemo-nos com as verdades nelas contidas.A “imortalidade da alma” é uma dessas crenças enraizadas no entendimento da Igreja de Jesus, como base para uma série de outros enganos a ela relacionados, que serão eliminados a partir da compreensão bíblica da verdade de Deus sobre o assunto. Veremos que frases como "Pena que irmão Fulano morreu...ainda bem que está na glória com Deus!" não encontram respaldo bíblico!
Nesse artigo, veremos que precisamos ser francos em reconhecer que a Bíblia nunca mencionou, e Deus nem sequer cogitou a possibilidade de colocar no homem uma “alma imortal”, mas nos criou eternos, condição que perdemos por causa do pecado.
O relato da criação não contém nada a esse respeito simplesmente porque NÃO ERA NECESSÁRIO, pois o homem foi planejado como um ser especial, criado à imagem e semelhança do Criador, para viver eternamente no jardim paradisíaco: “Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade...” (Eclesiastes 3:11).
Assim, o homem já contava em si mesmo com o potencial de ser eterno e jamais morrer.
Ao longo dos séculos, e por uma série de razões sociais, espirituais e culturais, os crentes passaram a crer na imortalidade da alma, utilizando-se de textos bíblicos para dar suporte ao engano, passando a crer no fato, por exemplo, de Deus ter soprado nas narinas do homem um “fôlego de vida” e esse ser, equivocadamente, uma suposta “alma imortal”.
A imortalidade da alma é uma crença bastante antiga. Ninrod (Gênesis 10:8-10), um proeminente líder da Babilônia (divinizado posteriormente), morreu enquanto sua esposa, Semíramis, esperava um filho dele. Quando o filho nasceu, ela declarou que o menino - que se chamou Tamuz - era a reencarnação de Ninrode que, segundo o Professor Morris Jastrow Jr., da Universidade de Pensilvânia, EUA, era representado como retornando em reis e imperadores posteriores. Segundo o professor, os babilônios antigos criam que a morte era uma passagem para uma outra vida, que continuava após a morte do corpo. Por isso, enterravam objetos junto com o morto, para que este os usasse no além. Tal prática se espalhou para muitos lugares do mundo, entre muitos povos.
Aí estava fundamentada a base do espiritismo, da reencarnação e da crença na “imortalidade da alma”, que têm marcado quase que a totalidade das falsas religiões existentes na terra.
De modo geral, o fato dessa idéia já ter sido anteriormente pregada por satanás no Jardim do Éden, como escrito em Gênesis 3:4, em que ele disse: “...é certo que não morrereis” quando Deus diz: “...é certo que morrereis”, precisa ser significativo para nós, pois nos mostra que o objetivo do diabo em opor-se ao projeto de Deus de um reino eterno, é igualmente antigo.
Como já tinha conhecimento do plano maravilhoso do Senhor para o homem, o que satanás precisaria fazer era prometer algo em contrapartida ao que o Criador prometera. Ao introduzir a doutrina falsa de que a alma nunca morre, como base do seu esquema de adoração, o diabo mostra que não vai deixar por menos: se Deus promete a vida eterna a quem O ama e O obedece, ele precisa prometer algo em contrafação, para que as pessoas creiam nele, e o adorem, mesmo que não percebam o que fazem.
Quando o Criador disse a Adão e Eva que eles morreriam se desobedecessem, até àquele momento, eles não tinham a menor idéia do significado de morte. Isso não fazia sentido para eles, até porque, como já dissemos, o projeto original era viver eternamente com Deus no jardim. E ao prometer a morte em caso de desobediência, o Criador não estava dizendo que, ao morrerem, sua alma se desprenderia do seu corpo e permaneceria em algum lugar, independente do corpo, que voltaria ao pó. É impressionante como nos desviamos dessa verdade simples! Em paralelo, lúcifer sim, prometera uma alma eterna, distinta do corpo, que nunca morreria, mas iria sendo aperfeiçoada sucessivamente. Ele precisava criar um atrativo para as pessoas se ligarem a ele como adoradores.
Na verdade, a promessa de satanás foi bem mais interessante que a de Deus! A proposta do diabo, do ponto de vista humano, foi bem mais atraente do que aquilo que Deus disse: afinal de contas, mesmo reconhecendo que pecou, o homem não queria morrer! Fomos feitos assim: com a natureza preparada para a vida eterna, e a serpente sabia disso!
Esse foi o princípio pelo qual o diabo conseguiu seduzir a Eva; ela acreditou que, diferentemente do que Deus dizia, se comesse daquele fruto, não morreria, mas ao contrário, seria ainda mais inteligente, conhecendo o bem e o mal.
O que satanás ensina é muito simples. Ele diz que nós não morremos nunca(esvaziando a essência da ressurreição de Cristo), e que, após a morte do corpo, a alma subsiste. E para que a alma não sofra após a morte, basta que nessa terra sejamos pessoas boas.
Portanto, aquilo que satanás faz crer é bem mais simples que os argumentos de Deus. Mas se nós fôssemos eternos(como prega satanás), não teríamos a necessidade de um completo arrependimento, nem de sermos santificados, isto é, separados do mundo, para que pela transformação, viéssemos a ressurgir dos mortos por escolher amar a Deus e voltar a ser eternos. A proposta de Deus é dura porque isso requer esforço, decisão, mudança de vida e obediência, mas nunca podemos nos esquecer de que esse é o plano! O reino é para o remanescente fiel e vencedor!
Portanto, é compreensível que desde muito tempo atrás, a doutrina da imortalidade da alma tenha se tornado uma crença estabelecida entre todos os povos pagãos mundo afora, entrando na Igreja como dogma estrutural e que perdure até os nossos dias.
Mas precisamos reconhecer que nos fechamos a essas verdades, por pura soberba e orgulho. Precisamos ser humildes e pedir perdão a Deus por nos considerarmos superiores aos outros irmãos em Cristo, que não pensavam ou não pensam como nós sobre esse assunto, ao longo dos séculos, verdades tão claras nas Escrituras, mas que tentamos distorcer, para maquiar e alimentar a “nossa verdade”. Como Igreja, nos fechamos em nossos “casulos” denominacionais, rejeitando tudo que não viesse de nós mesmos, esquecendo-nos de que Deus usa a quem quer e quando quer, para trazer suas revelações e cumprir seu propósito eterno.
Veja esses textos relacionados: Gênesis 1:30; Gênesis 2:7; Gênesis 7:15; Jó 34:14-15; Salmos 6:5; Salmos 115:17; Eclesiastes 3:19-21; Eclesiastes 9:10; Mateus 12:40-41; João 6:40; João 5:25, 28, 29; João 11:25; Lucas 14:14; 1 Coríntios 15:51-54; Tiago 2:26.
Em breve o site do Ministério Chadash estará pronto e lá você encontrará vários estudos e artigos com um mesmo propósito: restaurar as verdades bíblicas que foram contaminadas ao longo dos séculos de existência da Igreja de Jesus na Terra. Mas, enquanto o site não fica pronto, se você quer receber o estudo completo sobre o assunto do artigo que acabou de ler, solicite pelo e-mail: mchadash@hotmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário estará visível em breve.