segunda-feira, 17 de maio de 2010

Onde você estava?

Um dia desses li, de determinado autor evangélico, que ação social não está entre os objetivos da Igreja. Para os que pensam assim, ajudar os pobres e necessitados é obrigação do governo. Porém, poucos de nossos irmãos sabem que a função do emprego de parte do dízimo(deuteronômico) pelo povo de Israel era ajudar pobres, estrangeiros, necessitados, órfãos e viúvas.

“A cada três anos tomarás o dízimo da tua colheita no terceiro ano e o colocarás em tuas portas. Virá então o levita (pois ele não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem nas tuas cidades, e eles comerão e se saciarão. Deste modo Iahweh teu Deus te abençoará em todo trabalho que a tua mão realizar.” (Deuteronômio 14:28-29).

Não precisamos ver os relatórios mensais das igrejas para constatarmos que pouquíssimo se usa do dízimo para ajudar pessoas desamparadas, seja com comida, bebida, roupas ou outros itens de necessidade básica; antes, sustentam estruturas burocráticas dispendiosas, que nada têm a ver com o que realmente importa. Diante desse quadro, pergunta-se: e quanto a nós, pessoalmente, temos fartado o faminto, coberto o nu e acolhido o desabrigado (Isaías 58:7)? Até quando ignoraremos este conceito bíblico do dízimo?

Estamos no tempo do fim! A Igreja de Jesus, a verdadeira Igreja, está aceitando o convite e se vestindo de atos de justiça(Apocalipse 19:8), se arrependendo de sua dureza de coração e se reposicionando dentro do propósito do Pai. Portanto, não podemos nos contentar se em nossa igreja há programa social, apenas. Fique atento, pois estamos falando de uma mudança profunda em nosso coração, em relação a questão do pobre, do necessitado.

Deus nos deixou claramente explícito em sua Palavra sobre qual é Seu propósito em relação às pessoas que não tem condições mínimas para se manterem: devemos ajudá-las, conforme Deuteronômio 15:7-11! E advertiu: “...quem escarnece do pobre insulta ao seu criador; o que se alegra da calamidade não ficará impune.” (Provérbios 17:5).
Entretanto, parece que a maioria dos crentes nem dá esmola e, pior ainda, estão bem respaldados em princípios de segurança! E mais: crêem que, ao não fazê-lo, estão ajudando o necessitado a “abandonar” o vício de pedir. Precisamos rever nossas ações à luz da palavra de Deus, que diz: “Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o Senhor; porei a salvo aqueles que por ela suspiram.” (Salmos 12:5).

Quantos de nós ajudamos um irmão necessitado financeiramente? Tenho uma pergunta ainda mais difícil: porque as igrejas só levantam ofertas para seminaristas, missionários ou pastores? Não estamos discutindo aqui a legitimidade bíblica desse ato, mas por quê o cristão tem dificuldade em ofertar na vida de outro irmão por simples atitude de compaixão, de amor e de obediência? Se a Igreja Primitiva repartia o que tinha, com a finalidade de que nada faltasse àqueles que estivessem em necessidade (Atos 4:34,35), por quê não conseguimos fazer o mesmo, como nos ensinam as escrituras?

Ainda sobre dízimos e ofertas, muito se fala sobre eles, seja nos programas de televisão, nas igrejas ou em literaturas fartas. Nesse contexto, um dos conceitos bastante difundidos entre os crentes é o de que deve-se semear para um dia se poder colher. O que não vejo sendo explicado é: em quê contexto a Escritura aplica este conceito de semeadura, no texto de II Coríntios 9:6-15, por exemplo? Vejamos: “Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, também colherá pouco; e aquele que semeia em abundância, também colherá em abundância. Cada um contribua segundo propôs em seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre e, tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9:6-9).

O texto é claro! Paulo está exortando à Igreja sobre a forma correta de semear (ofertar): trata-se de um contexto de ajuda aos necessitados, e não o que fazemos hoje! Para isso, ele faz menção de um Salmo, que diz: “Ditoso o homem que se compadece e empresta; ele defenderá sua causa em juízo; não será jamais abalado; será tido em memória eterna. (...) Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória. O perverso vê isso e se enraivece; range os dentes e se consome; o desejo dos perversos perecerá.” (Salmos 112: 5,9 e 10).

E quando alguns apóstolos se encontraram em Jerusalém para discutirem várias questões importantes, dentre as quais a graça e a lei, Paulo diz que verificaram que não havia nenhuma diferença entre as mensagens pregadas por eles. Como recomendação final, os demais apóstolos só lhe fizeram uma advertência: “...recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Gálatas 2:10).

O tempo da restauração chegou, Igreja! A mudança de nossa atitude em relação aos pobres e necessitados se faz urgentíssima! Caso contrário, quando Jesus vier em sua glória, ele perguntará a muitos: "Onde você estava quando tive fome, quando tive sede, quando estava nu e quando era forasteiro? (Mateus 25:41-46). O que responderemos?

Veja também esses textos: Êxodo 22:21-27; Levítico 19:10; Deuteronômio 15:7-11; Deuteronômio 27:19; Salmos 41:1; Provérbios 22:2; Amós 2:6,7; Amós 5:12; Mateus 25:34-36; Atos 11:29; Tiago 1:27; Romanos 15:25-28; I Coríntios 16:1-2; Efésios 4:28; I Timóteo 5:16; Tito 3:14; Hebreus 13:16.

Em breve, o site do Ministério Chadash estará pronto e lá, você encontrará vários estudos e artigos com um mesmo propósito: ajudar a promover a restauração das verdades bíblicas que foram contaminadas ao longo dos séculos de existência da Igreja de Jesus na Terra. Mas, enquanto o site não fica pronto, se você quer receber o estudo completo sobre o assunto do artigo que acabou de ler, solicite-o pelo e-mail: mchadash@hotmail.com

Em Cristo,
Ministério Chadash

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