terça-feira, 18 de maio de 2010

A Igreja de Cristo no Tempo do Fim

"Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa de sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." (II Pedro 3:3-4).

Satanás tem intensificado suas ações e estratégias para se manifestar de forma ainda mais clara no planeta. O mundo espiritual está em grande expectativa. Você consegue perceber? As peças estão sendo encaixadas cuidadosamente em seus devidos lugares. Tudo culminará no final de todas as coisas como as conhecemos. Tudo será diferente! Nada deterá isso, pois essa história, esse fim, essa forma, tudo foi determinado por Deus. Embora príncipe temporário deste mundo, as ações não estão nas mãos de Satanás para que ele faça o que quiser e na hora que quiser. Não! Absolutamente nada acontece, nem acontecerá sem a permissão de Deus!

Cada dia que passa, todas as coisas convergem para Jesus Cristo. Essa é a vontade de Deus. Esse é o plano. Cada dia que acordamos, estamos mais perto da consumação de todas as coisas em Cristo. Ele é tudo. Ele reina absoluto, mas ainda não de fato! A eternidade reinando junto a Cristo é a única coisa real. A vida como ela é agora não passa de um simples parêntese da eternidade. Como disse C.S.Lewis: “Tudo que não é eterno, é eternamente inútil.”

O apóstolo Pedro evidencia o quanto todo esse assunto é importante. Ele viu de perto a majestade de Cristo. Ouviu do Senhor sobre os tempos do fim. Ele viu o Senhor ascender aos céus e dizer que voltaria. “De fato, não seguimos fábulas engenhosas inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês.” (2 Pedro 1:16,19) Não é um conto de fadas! É um fato, estando eu e você, com a mente ligada nisso ou não.

Pedro nos disse que fazemos bem em prestar bastante atenção nas profecias bíblicas, pois precisamos conhecer o que o futuro tem reservado para cada um de nós, porque assim estaremos sempre focados ao que realmente importa. Sempre ligados no que é eterno. “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Colossenses 3:1-4)

Durante 120 anos, Deus advertiu o mundo que existia antes do dilúvio, quanto à destruição que estava por vir àquela geração, mediante um cataclisma universal. Muitos se recusaram a crer que semelhante catástrofe pudesse acontecer. Homens sábios segundo o mundo diziam ser isso uma impossibilidade. Noé, um profeta enviado por Deus, dizia o que haveria de acontecer, e para mostrar sua convicção, por fé, empregou tempo e fortuna em construir gigantesca embarcação. Apenas sete pessoas deram ouvidos à voz de Noé: sua esposa e seus três filhos, com suas respectivas esposas.

Cristo disse que a última geração seria semelhante a que viveu nos dias de Noé: "Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores do dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:37-39).

O mais grave de tudo isso é que a Igreja está desatenta a esse aviso de Jesus. Está envolvida demais com as coisas desse mundo passageiro. A maior parte do povo de Deus investe cada vez menos tempo em considerar os sinais dos tempos, que Cristo disse haveriam de anteceder o fim. Está com os dias contados a rebelião do homem contra seu Criador. “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se a oração.” (I Pedro 4:7).

A Igreja atual é soberba, muito conhecedora da letra, mas indiferente ao poder. Uma Igreja mais amante do sucesso nos resultados numéricos do que o avançar na força do Senhor dos Exércitos. Uma Igreja que atua em sua própria força, que cria programas evangelísticos engabinetados, em vez de agir na total dependência e direção do Espírito Santo. Uma Igreja sem a menor noção de guerra, sem idéia do que significa unidade, envolvida num emaranhado de entraves que impossibilitam que o mundo veja o verdadeiro amor de Deus. Uma Igreja que não foca a eternidade. E não anseia por ver todas as coisas restauradas.

A Igreja da qual fazemos parte ainda não conhece o Senhor profundamente. É convidada para mergulhar em águas profundas, mas tem preferido as águas rasas, pois não quer perder a segurança de ter os pés bem firmados no chão.

Mas por quê a Igreja sobre a Terra está árida, seca e desértica, de comprometimento, de santidade, de amor, de intimidade com Deus e comunhão com o próximo? Qual a raiz desse tão sério problema? A resposta é que a Igreja está muito afastada das doutrinas e crenças que eram mantidas e defendidas com firmeza pelos apóstolos. Perdemos a identidade porque nos permitimos contaminar por mentiras disfarçadas de verdade, que nos desviaram do rumo.
Mas, antes que Jesus volte, a Igreja será lavada pela Palavra de Deus, retornando à plena verdade do Pai. “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:25-27). E este é o FIRME PROPÓSITO desse ministério: participar do reposicionamento da trajetória da Igreja de Jesus na Terra, que a torna gloriosa, limpa, santa e sem defeito, ou seja, a verdadeira Igreja do tempo do fim, da qual você e eu fazemos parte, para estabelecer o reino que Deus planejou desde a eternidade.

A Deus, toda honra e toda glória!

Ministério Chadash

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Onde você estava?

Um dia desses li, de determinado autor evangélico, que ação social não está entre os objetivos da Igreja. Para os que pensam assim, ajudar os pobres e necessitados é obrigação do governo. Porém, poucos de nossos irmãos sabem que a função do emprego de parte do dízimo(deuteronômico) pelo povo de Israel era ajudar pobres, estrangeiros, necessitados, órfãos e viúvas.

“A cada três anos tomarás o dízimo da tua colheita no terceiro ano e o colocarás em tuas portas. Virá então o levita (pois ele não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem nas tuas cidades, e eles comerão e se saciarão. Deste modo Iahweh teu Deus te abençoará em todo trabalho que a tua mão realizar.” (Deuteronômio 14:28-29).

Não precisamos ver os relatórios mensais das igrejas para constatarmos que pouquíssimo se usa do dízimo para ajudar pessoas desamparadas, seja com comida, bebida, roupas ou outros itens de necessidade básica; antes, sustentam estruturas burocráticas dispendiosas, que nada têm a ver com o que realmente importa. Diante desse quadro, pergunta-se: e quanto a nós, pessoalmente, temos fartado o faminto, coberto o nu e acolhido o desabrigado (Isaías 58:7)? Até quando ignoraremos este conceito bíblico do dízimo?

Estamos no tempo do fim! A Igreja de Jesus, a verdadeira Igreja, está aceitando o convite e se vestindo de atos de justiça(Apocalipse 19:8), se arrependendo de sua dureza de coração e se reposicionando dentro do propósito do Pai. Portanto, não podemos nos contentar se em nossa igreja há programa social, apenas. Fique atento, pois estamos falando de uma mudança profunda em nosso coração, em relação a questão do pobre, do necessitado.

Deus nos deixou claramente explícito em sua Palavra sobre qual é Seu propósito em relação às pessoas que não tem condições mínimas para se manterem: devemos ajudá-las, conforme Deuteronômio 15:7-11! E advertiu: “...quem escarnece do pobre insulta ao seu criador; o que se alegra da calamidade não ficará impune.” (Provérbios 17:5).
Entretanto, parece que a maioria dos crentes nem dá esmola e, pior ainda, estão bem respaldados em princípios de segurança! E mais: crêem que, ao não fazê-lo, estão ajudando o necessitado a “abandonar” o vício de pedir. Precisamos rever nossas ações à luz da palavra de Deus, que diz: “Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o Senhor; porei a salvo aqueles que por ela suspiram.” (Salmos 12:5).

Quantos de nós ajudamos um irmão necessitado financeiramente? Tenho uma pergunta ainda mais difícil: porque as igrejas só levantam ofertas para seminaristas, missionários ou pastores? Não estamos discutindo aqui a legitimidade bíblica desse ato, mas por quê o cristão tem dificuldade em ofertar na vida de outro irmão por simples atitude de compaixão, de amor e de obediência? Se a Igreja Primitiva repartia o que tinha, com a finalidade de que nada faltasse àqueles que estivessem em necessidade (Atos 4:34,35), por quê não conseguimos fazer o mesmo, como nos ensinam as escrituras?

Ainda sobre dízimos e ofertas, muito se fala sobre eles, seja nos programas de televisão, nas igrejas ou em literaturas fartas. Nesse contexto, um dos conceitos bastante difundidos entre os crentes é o de que deve-se semear para um dia se poder colher. O que não vejo sendo explicado é: em quê contexto a Escritura aplica este conceito de semeadura, no texto de II Coríntios 9:6-15, por exemplo? Vejamos: “Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, também colherá pouco; e aquele que semeia em abundância, também colherá em abundância. Cada um contribua segundo propôs em seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre e, tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (II Coríntios 9:6-9).

O texto é claro! Paulo está exortando à Igreja sobre a forma correta de semear (ofertar): trata-se de um contexto de ajuda aos necessitados, e não o que fazemos hoje! Para isso, ele faz menção de um Salmo, que diz: “Ditoso o homem que se compadece e empresta; ele defenderá sua causa em juízo; não será jamais abalado; será tido em memória eterna. (...) Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória. O perverso vê isso e se enraivece; range os dentes e se consome; o desejo dos perversos perecerá.” (Salmos 112: 5,9 e 10).

E quando alguns apóstolos se encontraram em Jerusalém para discutirem várias questões importantes, dentre as quais a graça e a lei, Paulo diz que verificaram que não havia nenhuma diferença entre as mensagens pregadas por eles. Como recomendação final, os demais apóstolos só lhe fizeram uma advertência: “...recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Gálatas 2:10).

O tempo da restauração chegou, Igreja! A mudança de nossa atitude em relação aos pobres e necessitados se faz urgentíssima! Caso contrário, quando Jesus vier em sua glória, ele perguntará a muitos: "Onde você estava quando tive fome, quando tive sede, quando estava nu e quando era forasteiro? (Mateus 25:41-46). O que responderemos?

Veja também esses textos: Êxodo 22:21-27; Levítico 19:10; Deuteronômio 15:7-11; Deuteronômio 27:19; Salmos 41:1; Provérbios 22:2; Amós 2:6,7; Amós 5:12; Mateus 25:34-36; Atos 11:29; Tiago 1:27; Romanos 15:25-28; I Coríntios 16:1-2; Efésios 4:28; I Timóteo 5:16; Tito 3:14; Hebreus 13:16.

Em breve, o site do Ministério Chadash estará pronto e lá, você encontrará vários estudos e artigos com um mesmo propósito: ajudar a promover a restauração das verdades bíblicas que foram contaminadas ao longo dos séculos de existência da Igreja de Jesus na Terra. Mas, enquanto o site não fica pronto, se você quer receber o estudo completo sobre o assunto do artigo que acabou de ler, solicite-o pelo e-mail: mchadash@hotmail.com

Em Cristo,
Ministério Chadash

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Temos uma alma imortal?

Ao estudarmos as Escrituras permitindo que elas transmitam a simplicidade de sua mensagem, livres de conceitos e dogmas enraizados em crenças populares, mesmo que cristãs, surpreendemo-nos com as verdades nelas contidas.

A “imortalidade da alma” é uma dessas crenças enraizadas no entendimento da Igreja de Jesus, como base para uma série de outros enganos a ela relacionados, que serão eliminados a partir da compreensão bíblica da verdade de Deus sobre o assunto. Veremos que frases como "Pena que irmão Fulano morreu...ainda bem que está na glória com Deus!" não encontram respaldo bíblico!

Nesse artigo, veremos que precisamos ser francos em reconhecer que a Bíblia nunca mencionou, e Deus nem sequer cogitou a possibilidade de colocar no homem uma “alma imortal”, mas nos criou eternos, condição que perdemos por causa do pecado.

O relato da criação não contém nada a esse respeito simplesmente porque NÃO ERA NECESSÁRIO, pois o homem foi planejado como um ser especial, criado à imagem e semelhança do Criador, para viver eternamente no jardim paradisíaco: “Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade...” (Eclesiastes 3:11).

Assim, o homem já contava em si mesmo com o potencial de ser eterno e jamais morrer.

Ao longo dos séculos, e por uma série de razões sociais, espirituais e culturais, os crentes passaram a crer na imortalidade da alma, utilizando-se de textos bíblicos para dar suporte ao engano, passando a crer no fato, por exemplo, de Deus ter soprado nas narinas do homem um “fôlego de vida” e esse ser, equivocadamente, uma suposta “alma imortal”.

A imortalidade da alma é uma crença bastante antiga. Ninrod (Gênesis 10:8-10), um proeminente líder da Babilônia (divinizado posteriormente), morreu enquanto sua esposa, Semíramis, esperava um filho dele. Quando o filho nasceu, ela declarou que o menino - que se chamou Tamuz - era a reencarnação de Ninrode que, segundo o Professor Morris Jastrow Jr., da Universidade de Pensilvânia, EUA, era representado como retornando em reis e imperadores posteriores. Segundo o professor, os babilônios antigos criam que a morte era uma passagem para uma outra vida, que continuava após a morte do corpo. Por isso, enterravam objetos junto com o morto, para que este os usasse no além. Tal prática se espalhou para muitos lugares do mundo, entre muitos povos.

Aí estava fundamentada a base do espiritismo, da reencarnação e da crença na “imortalidade da alma”, que têm marcado quase que a totalidade das falsas religiões existentes na terra.

De modo geral, o fato dessa idéia já ter sido anteriormente pregada por satanás no Jardim do Éden, como escrito em Gênesis 3:4, em que ele disse: “...é certo que não morrereis” quando Deus diz: “...é certo que morrereis”, precisa ser significativo para nós, pois nos mostra que o objetivo do diabo em opor-se ao projeto de Deus de um reino eterno, é igualmente antigo.

Como já tinha conhecimento do plano maravilhoso do Senhor para o homem, o que satanás precisaria fazer era prometer algo em contrapartida ao que o Criador prometera. Ao introduzir a doutrina falsa de que a alma nunca morre, como base do seu esquema de adoração, o diabo mostra que não vai deixar por menos: se Deus promete a vida eterna a quem O ama e O obedece, ele precisa prometer algo em contrafação, para que as pessoas creiam nele, e o adorem, mesmo que não percebam o que fazem.

Quando o Criador disse a Adão e Eva que eles morreriam se desobedecessem, até àquele momento, eles não tinham a menor idéia do significado de morte. Isso não fazia sentido para eles, até porque, como já dissemos, o projeto original era viver eternamente com Deus no jardim. E ao prometer a morte em caso de desobediência, o Criador não estava dizendo que, ao morrerem, sua alma se desprenderia do seu corpo e permaneceria em algum lugar, independente do corpo, que voltaria ao pó. É impressionante como nos desviamos dessa verdade simples! Em paralelo, lúcifer sim, prometera uma alma eterna, distinta do corpo, que nunca morreria, mas iria sendo aperfeiçoada sucessivamente. Ele precisava criar um atrativo para as pessoas se ligarem a ele como adoradores.

Na verdade, a promessa de satanás foi bem mais interessante que a de Deus! A proposta do diabo, do ponto de vista humano, foi bem mais atraente do que aquilo que Deus disse: afinal de contas, mesmo reconhecendo que pecou, o homem não queria morrer! Fomos feitos assim: com a natureza preparada para a vida eterna, e a serpente sabia disso!

Esse foi o princípio pelo qual o diabo conseguiu seduzir a Eva; ela acreditou que, diferentemente do que Deus dizia, se comesse daquele fruto, não morreria, mas ao contrário, seria ainda mais inteligente, conhecendo o bem e o mal.

O que satanás ensina é muito simples. Ele diz que nós não morremos nunca(esvaziando a essência da ressurreição de Cristo), e que, após a morte do corpo, a alma subsiste. E para que a alma não sofra após a morte, basta que nessa terra sejamos pessoas boas.

Portanto, aquilo que satanás faz crer é bem mais simples que os argumentos de Deus. Mas se nós fôssemos eternos(como prega satanás), não teríamos a necessidade de um completo arrependimento, nem de sermos santificados, isto é, separados do mundo, para que pela transformação, viéssemos a ressurgir dos mortos por escolher amar a Deus e voltar a ser eternos. A proposta de Deus é dura porque isso requer esforço, decisão, mudança de vida e obediência, mas nunca podemos nos esquecer de que esse é o plano! O reino é para o remanescente fiel e vencedor!

Portanto, é compreensível que desde muito tempo atrás, a doutrina da imortalidade da alma tenha se tornado uma crença estabelecida entre todos os povos pagãos mundo afora, entrando na Igreja como dogma estrutural e que perdure até os nossos dias.

Mas precisamos reconhecer que nos fechamos a essas verdades, por pura soberba e orgulho. Precisamos ser humildes e pedir perdão a Deus por nos considerarmos superiores aos outros irmãos em Cristo, que não pensavam ou não pensam como nós sobre esse assunto, ao longo dos séculos, verdades tão claras nas Escrituras, mas que tentamos distorcer, para maquiar e alimentar a “nossa verdade”. Como Igreja, nos fechamos em nossos “casulos” denominacionais, rejeitando tudo que não viesse de nós mesmos, esquecendo-nos de que Deus usa a quem quer e quando quer, para trazer suas revelações e cumprir seu propósito eterno.

Veja esses textos relacionados: Gênesis 1:30; Gênesis 2:7; Gênesis 7:15; Jó 34:14-15; Salmos 6:5; Salmos 115:17; Eclesiastes 3:19-21; Eclesiastes 9:10; Mateus 12:40-41; João 6:40; João 5:25, 28, 29; João 11:25; Lucas 14:14; 1 Coríntios 15:51-54; Tiago 2:26.

Em breve o site do Ministério Chadash estará pronto e lá você encontrará vários estudos e artigos com um mesmo propósito: restaurar as verdades bíblicas que foram contaminadas ao longo dos séculos de existência da Igreja de Jesus na Terra. Mas, enquanto o site não fica pronto, se você quer receber o estudo completo sobre o assunto do artigo que acabou de ler, solicite pelo e-mail: mchadash@hotmail.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cristão, pra quê?

Já faz algum tempo que eu vinha me perguntando porque sou cristão!

A primeira resposta que veio, e me pareceu bastante razoável, foi a de que era para eu ser salvo, fugir do inferno e ir para o céu. Depois, aprofundando um pouco mais na pergunta, cheguei à conclusão de que eu era cristão também por causa do monte de gente que eu encontrava nos cultos e que me faziam falta durante a semana.

Cheguei a pensar que eu era cristão porque isso agradava a Deus e, portanto, eu estava no lugar certo: dentro da Igreja (afinal, melhor estar ali do que estar no mundo)!
Mas de um tempo pra cá, a coisa ficou séria, e percebi o tremendo vazio no qual eu estava mergulhado, e no quanto eu estava totalmente enganado. E descobri outra coisa mais impressionante ainda: eu não era o único!

Percebi que há esse mesmo sentimento de vazio nos corações dos cristãos modernos; vazio que tira o sentido de nossas ações e nos faz agir de forma automática em relação às coisas de Deus. É como se o Senhor se contentasse com a vida seca que temos levado como Igreja, por compreender a nossa falta de tempo para investir em um relacionamento profundo com ele, por causa de nossos afazeres e, por isso, já não espere o nosso compromisso com um viver que reflita a presença divina em nós.

Talvez estejamos achando que o poder dos cristãos “primitivos”, tão à flor da pele no Novo Testamento, só foi possível para os dias daquele tempo e não nos diz respeito porque eles estavam bem pertinho de Jesus e nós, vivemos apenas de escritos frios e distantes daquela realidade.

Ao lançarmos um olhar um pouco mais sincero sobre a Igreja de Jesus, que não tem placa, pois ela é presbiteriana, testemunha de Jeová, IURD, batista, católica, adventista, etc, e da qual fazemos parte (queiramos ou não!), chegamos à conclusão de que ela fracassou. E não envolvamos Jesus nisso, pois Ele fez a sua escolha direitinho!

Não fracassou apenas porque as igrejas não têm conseguido sustentar seus compromissos financeiros enquanto instituições sociais(algumas até conseguem) com mensalidades disfarçadas de dízimo levítico; não apenas porque elas têm agido como “saco furado de novos convertidos”, planejando e executando espetaculares campanhas evangelísticas sem, contudo, conseguir garantir que esses novos crentes recebam o verdadeiro leite espiritual e cresçam para a salvação, da qual Pedro se refere no cap. 2 de sua primeira carta, resultando em estatísticas que mostram que a cada ano, de cada mil pessoas que entram para as igrejas, mil as abandonam. Porque isso acontece?

A Igreja fracassou, principalmente, porque os crentes não têm conseguido fazer diferença alguma nessa sociedade! As pessoas tem esperado ardentemente por uma resposta nossa a sua necessidade de ver a glória de Deus(leia Romanos 8:19), mas a Igreja não consegue impactar ninguém porque não sabe qual é o verdadeiro e eterno propósito do Senhor, planejado para ela!

Temos apenas convencido as pessoas sobre Jesus, que respondem positivamente aos “apelos” motivadas pelas promessas de uma vida diferente, cura, bençãos, etc(isso lota as igrejas), mas mudança verdadeira não há porque, quem olha para os cristãos, não vê o poder transformador de Jesus, que nós pregamos!

Temos sido um povo triste. Nossa alegria é aparente. Criamos clubes de convivência social ao redor de templos confortavelmente construídos, nos acostumamos a estar lá duas vezes por semana, onde nos confraternizamos, ouvimos uma “boa mensagem” de um homem que se diz o emissário de Deus na terra, mas não irradiamos o verdadeiro amor aos outros, pilar do plano divino, e sobre o qual discursamos tão bem.

Somos liderados por pessoas tristes, preocupadas com sua posição social e política nessa estrutura que privilegia um pequeno círculo, composto pelos mais influentes. Temos muita facilidade em apontar o dedo para a oligarquia da Igreja romana e bastante dificuldade em reconhecer que agimos da mesma maneira que ela, ou até pior, e esquecendo-nos de que eles são nossos irmãos, tão desviados da verdade quanto nós!

Nesse blog, fincamos uma bandeira de esperança: discutiremos abertamente os motivos que nos levam a crer no fracasso da Igreja em cumprir o propósito eterno sonhado por Deus, bem como tentaremos lançar luz sobre questões mortalmente obscurecidas pelo passar dos séculos, e que a tradição calcificou, para a desgraça da Igreja. Mas não faremos isso apenas para tentar um novo modelo opcional, como fruto da nossa vontade de cultuar a Deus de uma maneira diferente ou mais interessante. Estamos falando da RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS, como fruto de revelação da parte de Deus para a Igreja do tempo do fim, a partir do que recebemos do Senhor pela sua Palavra (Atos 3:19)!

Esse blog não foi construído para ser um campeão de acessos.
Ele existe para aqueles que se sentem famintos por respostas; para os sedentos por entender por quê a Igreja de Jesus é tão tímida e miserável exatamente no momento em que ela precisaria ser muito forte, corajosa e poderosa para tomar o reino das mãos do Diabo(isso é tarefa nossa, e não de Jesus!). E como é o espírito do Senhor quem trará esse remanescente, já temos boa noção de que não estamos falando de multidões!

Portanto, se você não se sente incomodado com os rumos da Igreja de Cristo nesse momento da história, não acompanhe esse blog! Até porque, precisaremos abordar e desmistificar aqui, alguns conceitos teológico-doutrinários bastante arraigados na tradição cristã, o que poderá suscitar certo desconforto em alguns amados. Mas não é esse o nosso objetivo, e o fazemos com amor cristão e respeito aos irmãos e amigos que fizemos ao longo de mais de trinta anos de vida cristã em uma denominação tradicional.

Após séculos de letargia espiritual e enganos sutis, o Senhor tem nos dado a visão de preparar a Noiva para as bodas, à luz da Bíblia, discutindo abertamente os enganos e revertendo a letargia, e isso não é tarefa fácil. Portanto, os artigos contidos aqui devem ser lidos com a Bíblia aberta, bastante atenção e reflexão, além de muita oração.

Fique livre para opinar, elogiar, criticar, sugerir temas e abordar assuntos.
Seja muito bem-vindo!

Em Cristo,
Ministério Chadash

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Propósito do Ministério Chadash

A palavra “chadash” significa Restauração em hebraico. E o que significa restauração? Segundo o dicionário Aurélio, significa recuperação, restabelecimento, reparo, conserto, recuperação de forças, reconstituição, renovação. O Ministério Chadash nasceu como resultado de um ardente desejo no coração de alguns irmãos, com o objetivo comum de restaurar a Noiva de Cristo. Vivemos dias de restauração na igreja do Senhor.

O retorno do Messias está vinculado à restauração de seu povo!... “Arrependam-se, pois, e voltem para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas” (Atos 3.20-21). Pedro, neste texto, alega que um REAL arrependimento abriria o caminho para um período que resultaria em tempos especiais. Esse retorno ao arrependimento, também prepararia o retorno de Cristo, de quem Pedro disse: "o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de todas as coisas, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio" (Atos 3:21).

Nos últimos dias será cumprido o que foi profetizado e a restauração acontecerá. E qual é a principal restauração da Igreja do tempo do fim? Seu retorno para a majestade e a glória de Deus preparada para ela... "na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus." (Romanos 8.21). Um processo de "peneira" se iniciou a fim de que o Reino inabalável possa ser revelado (Hebreus 12:27,28).
Estamos às portas do tempo do fim, a segunda vinda do Senhor nunca pareceu tão próxima. Nenhuma outra geração sentiu o que estamos sentindo, nem mesmo viu o que estamos vendo. A restauração que estamos vivendo é de fato um chamado para preparar o caminho do Senhor.

Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!!!

VISÃO
Formar uma geração de pessoas que conheçam a sua identidade em Cristo, a sua posição espiritual, têm os olhos do coração iluminados, entendem a sua herança espiritual e a esperança dos santos, plenamente restaurados para serem tudo que o Pai sonha.

MISSÃO
Propiciar através de recursos humanos e tecnológicos, um verdadeiro e especial despertamento para conduzir a Igreja de Cristo do tempo do fim a trilhar, poderosamente, todos os caminhos sonhados por Deus e tornados possíveis pela morte e ressurreição de Jesus.